Papo de Gestão: como contratar certo e reduzir o turnover sem perder a cultura

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Bruno Nardon

Cofundador Kanui, Rappi Brasil e G4 Educação

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Encontrar e manter boas pessoas é um dos maiores desafios de qualquer empresa.

E eu costumo dizer: não existe negócio bom com gente ruim.

Em todas as minhas aulas no G4 Educação, quando pergunto “Quem aqui tem problema com gente?”, quase todas as mãos se levantam.

A verdade é que todo empreendedor enfrenta o mesmo obstáculo, o de construir times que crescem junto com o negócio.

Neste episódio do Papo de Gestão, conversei com Gustavo Arantes, fundador da Kaptas e parceiro do G4 Tools, sobre o que realmente diferencia quem contrata bem de quem vive apagando incêndio.

Foi uma conversa direta, cheia de aprendizados práticos e histórias de bastidor que todo líder precisa ouvir.

Esse papo foi um dos mais francos que já tivemos, cheio de histórias reais e insights que você não encontra em livro nenhum. Assista noYouTubeouSpotify.

Por que errar na contratação custa mais caro do que não contratar

mpresas já tratam vendas como ciência, mas quando o assunto é gente, ainda existe muito “achismo”.

E o custo disso é altíssimo.

Contratar errado gera prejuízo em cadeia:

  • Salário e encargos de quem não performa.
    Tempo perdido com entrevistas e onboarding.
  • Atrasos de produto e queda de performance.
  • Desengajamento de quem fica.

A Amazon já disse: contratar errado é mais caro do que errar no produto.
E eu concordo totalmente.

Durante o episódio, o Gustavo contou um caso real em que uma contratação equivocada dividiu a empresa em dois times, e o custo foi quase um ano de crescimento perdido.

Um exemplo claro de como decisões de gente são, na prática, decisões financeiras.

Durante o episódio, falamos muito sobre o impacto financeiro de contratar errado. Se você quiser entender isso com números e exemplos práticos, recomendo baixar o material “Contratação: você está perdendo dinheiro”, disponível gratuitamente no site do G4 Educação.

Ele mostra quanto uma má contratação pode custar e como evitar esse prejuízo.

Depois de entender o impacto de contratar errado, o próximo passo é transformar esse processo em algo previsível. Foi aí que entramos no tema que mais gerou debate na gravação: o ciclo de gente.

Bastidores do ciclo de 9 etapas na gestão de pessoas

O Gustavo resumiu seu modelo em um processo de 9 etapas que toda empresa precisa dominar:

Atração: defina quem você quer e como quer ser visto.

Seleção: combine fit cultural e competência técnica.

Onboarding: acelere integração e cultura.

Performance: meça entregas, não esforço.

Engajamento: mantenha propósito vivo.

Desenvolvimento: crie trilhas de evolução reais.

Carreira e sucessão: planeje o futuro antes da urgência.

Recompensa: valorize quem entrega resultado.

Desligamento: faça com respeito e coerência cultural.

Muitos líderes ainda medem o sucesso da área de gente pelo tempo de fechamento de vaga, mas as métricas que realmente importam são outras: ramp-up, turnover voluntário, NPS do gestor e performance pós-onboarding.

No episódio, exploramos como aplicar cada uma dessas etapas com exemplos reais e métricas que podem ser implementadas em qualquer negócio. Vale assistir noYouTubeou ouvir noSpotify.

O papel do líder muda conforme a empresa cresce

Conforme a empresa evolui, o papel do líder também precisa mudar.
O problema é que poucos percebem isso.

  • 0 → 1: o líder precisa ser centralizador.
  • 1 → 10: começa a delegar, mas ainda está no tático.
  • 10 → 50: precisa desenvolver outros líderes.
  • 50 → 150: passa a desenhar cultura, rituais e alinhamentos.

O que trava o crescimento não é falta de ideia, e sim não ajustar a liderança à nova fase.

E, muitas vezes, falta coragem para decisões impopulares.

Foi nesse ponto que o Gustavo trouxe um conceito que chamou atenção de todo mundo no estúdio: “covardia moral”, quando líderes sabem o que precisa ser feito, mas evitam agir.

Esse trecho virou um dos momentos mais comentados do episódio no YouTube e no Spotify.

Mas não basta ajustar o papel do líder. A forma como ele age todos os dias define o que realmente se torna cultura dentro da empresa.

Cultura não é frase de parede, é o que o dono faz todos os dias

Cultura não é o que está no mural da empresa.

É o que o dono tolera e recompensa.

Empresas com cultura forte:

  • Cobram performance com coerência.
  • Têm líderes que praticam o que pregam.
  • Escolhem pessoas que combinam com o ritmo do negócio.

Não existe cultura certa ou errada.

Existe cultura autêntica e consistente.

E ela sempre começa pelo exemplo de quem lidera.

Como eu avalio líderes certos na entrevista (segundo a Kaptas)

Três características que nunca abro mão ao contratar um líder:

  • Autoconhecimento: quem entende seus pontos cegos toma decisões melhores.
  • Humildade: líderes que dizem “nós” criam times vencedores.
  • Disciplina: rotina sólida e previsibilidade de resultado.

Uma das perguntas que mais gosto de fazer é:

“Quando alguém não gosta de trabalhar com você, geralmente é por quê?”

Essa resposta revela o grau de autoconhecimento e mostra o tipo de liderança que você está prestes a colocar dentro da empresa.

O Gustavo também compartilhou perguntas poderosas que a Kaptas usa para medir comportamento e fit cultural.

É um dos momentos mais valiosos do episódio e que vale parar para ouvir com atenção.

Por dentro do onboarding: onde a maioria ainda falha

Contratar certo é só o começo.

A segunda metade é fazer a pessoa performar rápido.

Um bom onboarding precisa ter:

  • Banho de cultura no dia 1.
  • Expectativas claras de entrega.
  • Rituais semanais e acompanhamento de 90 dias.

Na Kaptas, esse processo é levado a sério.

O novo colaborador recebe conteúdo, aprende sobre cultura e passa por checkpoints de acompanhamento.

É uma forma simples de garantir que a pessoa certa continue certa depois que entra.

IA e dados: o novo diferencial do recrutamento

A inteligência artificial já está transformando o RH.

Hoje é possível gravar entrevistas, gerar relatórios automáticos e avaliar gaps em tempo real.

Na Kaptas, eles criaram sistemas próprios dentro do Salesforce para fazer isso.

Essas tecnologias aumentam eficiência, reduzem viés e permitem que o recrutador se concentre no que realmente importa: avaliar comportamento e fit cultural.

Esse foi outro ponto forte da conversa, mostrando como dados e tecnologia podem tornar o processo de contratação mais humano e estratégico.

G4 Tools: a plataforma do G4 Educação que conecta empreendedores a especialistas confiáveis

Foi por isso que criamos o G4 Tools, o marketplace do G4 Educação que conecta empreendedores a empresas validadas por nós.

A Kaptas, por exemplo, é parceira oficial.

Quando precisamos contratar rápido e bem, recorremos a eles.

Durante o episódio, contei os bastidores de como essa parceria nasceu e como estamos ajudando empresários a contratar com mais segurança e previsibilidade.

Por que gente é o maior investimento do seu negócio

Errar em pessoas custa caro.

Custa tempo, cultura e crescimento.

Trate gente como ciência, e não como sorte.

Construa processos previsíveis, invista em líderes que carregam a cultura e escolha parceiros que elevam o padrão.

Quer ouvir os bastidores das decisões mais difíceis que já tomamos no G4?

Assista ao episódio completo no YouTube ou Spotify.

Uma hora que pode economizar meses de erro e milhões em más contratações.

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