Luigi Cani e o 14-Bis: o dia em que o Brasil vai voltar a voar

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Misa Antonini

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Em maio de 2026, o paraquedista Luigi Cani vai pilotar uma réplica do 14-Bis de Santos Dumont a grande altitude. E o G4 está ao lado dessa história desde o primeiro dia.

Existe um tipo de coragem que não é impulsividade. É a coragem de planejar, testar, falhar, ajustar e tentar de novo — sabendo que, no dia marcado, não há segunda chance.

Foi exatamente essa mentalidade que reuniu Luigi Cani e o G4 em torno de um dos projetos mais ousados já realizados no Brasil: recriar o voo do 14-Bis de Santos Dumont, 120 anos depois do feito original.

O resultado irá ao ar no Domingão com Huck, na Rede Globo, em maio. Mas a história começa bem antes disso.

Quem é Luigi Cani

Luigi Cani nasceu em Curitiba em 1970 e se tornou um dos paraquedistas mais reconhecidos do mundo. São mais de 14 mil saltos ao longo de 25 anos de carreira profissional, 11 recordes mundiais e participações em mais de 200 projetos cinematográficos em todos os continentes.

Entre seus feitos mais marcantes estão o recorde mundial de velocidade em queda livre — 552 km/h em posição linear — e o recorde de pouso com o menor paraquedas do planeta. 

Foi contratado pelo Exército dos Estados Unidos para treinar equipes de elite como Navy SEALs e Special Air Force. Estudou publicidade e produção audiovisual na UCLA e fundou a Cani.TV Media House após 12 anos morando em Los Angeles.

No Brasil, Luigi é conhecido por quadros históricos na Rede Globo: “Mestre dos Ares” no Fantástico, “Homem-Pássaro” no Esporte Espetacular, e “RadiCani” no Caldeirão do Huck. Cada projeto carrega a mesma assinatura: risco calculado, produção impecável e uma narrativa que inspira quem assiste.

O Projeto 14-Bis é, até hoje, um dos mais complexos da sua carreira.

Importância do 14-Bis para a humanidade

Em 23 de outubro de 1906, Alberto Santos Dumont decolou do Campo de Bagatelle, em Paris, e percorreu 60 metros a uma altura de dois a três metros do solo. O voo durou menos de 30 segundos. E mudou a história da humanidade.

O 14-Bis era uma aeronave radicalmente diferente de tudo que existia na época. Sem catapulta, sem vento contrário, sem auxílio externo — decolou por propulsão própria, sobre rodas, diante de uma multidão de testemunhas. Uma estrutura de bambu, seda e arame que desafiava a física com uma leveza improvável.

Mais de 100 anos depois, nenhum piloto havia tentado replicar esse voo em altitude real, com uma réplica fiel da aeronave original. Luigi Cani decidiu mudar isso.

Como surgiu o Projeto 14-Bis

O projeto nasceu de uma ideia que Luigi apresentou pessoalmente na sede do G4, em São Paulo. O conceito era audacioso: construir uma réplica fiel do 14-Bis, içá-la a grande altitude presa a um balão e, no momento certo, soltar a aeronave para um voo livre real — seguido de um salto de paraquedas de Luigi.

A campanha ‘A Verdade’ nasceu do compromisso do G4 de honrar os grandes construtores do Brasil — não com homenagens protocolares, mas com ações à altura do legado que celebram.

Trazer Santos Dumont de volta ao imaginário nacional, em TV aberta, por meio de um feito aéreo real, é uma das formas mais estimulantes de lembrar o que esse país já foi capaz de fazer — e do que ainda é.

A proposta não era apenas técnica. Era narrativa. O 14-Bis tem uma estrutura que desafia a aerodinâmica moderna: sem superfícies de controle convencionais, sem instrumentos digitais, sem sistema de recuperação automática.

Pilotá-lo exige que Luigi “desaprenda” parte do que domina como piloto experiente e volte ao básico — cursos de planadores, aeronaves experimentais, estudos sobre o comportamento da aeronave original.

Cada etapa foi documentada. Cada erro, registrado e corrigido. A ação irá acontecer em maio de 2026.

G4 e a campanha “A Verdade”

O Projeto 14-Bis não é uma ação isolada. É uma ação especial da campanha “A Verdade”, iniciativa do G4 que se propõe a ser porta-voz das histórias dos verdadeiros heróis do Brasil — figuras que construíram legados reais, com visão, coragem e execução.

O primeiro episódio foi dedicado ao Barão de Mauá, o empresário que no século XIX construiu a primeira ferrovia do Brasil, o primeiro banco de escala nacional e a iluminação a gás do Rio de Janeiro — em um país que insistia em não acreditar no próprio potencial.

Santos Dumont é o segundo. E a escolha não é aleatória.

Para o G4, Santos Dumont representa algo além da aviação: representa a mentalidade de quem transforma uma ideia em realidade dentro de prazos, com recursos limitados, sob pressão e à vista de todos.

Uma mentalidade que o G4 ensina, treina e pratica todos os dias com os líderes e fundadores que passam pelos seus programas.

A parceria com Luigi Cani materializa essa narrativa. Luigi não foi contratado para “aparecer” em um vídeo. Ele é o motor do projeto — o atleta que estudou a aeronave, treinou as condições, montou a equipe, planejou cada detalhe e vai assumir o risco real de executar o feito.

Isso é, em essência, o que o G4 chama de liderança na prática.

O que vai acontecer em maio

O aeroporto de São Pedro (SP) entra em ritmo de operação. Fundadores, equipe, convidados e stakeholders do G4 estarão presentes. O balão sobe em silêncio carregando Luigi e o 14-Bis.

No momento calculado — altitude, ângulo, forças G ajustadas ao longo de meses de testes — a aeronave se desacopla. O 14-Bis volta a planar no céu pela primeira vez em mais de um século. Em seguida, Luigi realiza o salto de paraquedas. A aeronave segue seu plano de recuperação.

O conteúdo da ação vai ao ar em maio, no Domingão com Huck, na Rede Globo.

O que o 14-Bis ensina sobre gestão

Há um paralelo direto entre o Projeto 14-Bis e o que o G4 ensina nos seus programas de gestão e estratégia.

Santos Dumont não tinha certeza de que ia funcionar. Luigi Cani também não tinha, quando apresentou o pitch pela primeira vez. O que ambos tinham era um processo: hipótese, teste, dado, ajuste, novo teste.

A presença de um dos fundadores do G4 nos testes em túnel de vento não foi simbólica — foi intencional. Testar rápido, aprender com o erro e avançar é um princípio de gestão tão válido em 1906 quanto hoje.

O que diferencia quem sonha de quem executa não é o talento. É a disciplina de transformar uma ideia em cronograma, um cronograma em ação e uma ação em resultado documentado.

É isso que a campanha “A Verdade” quer mostrar. E é isso que o 14-Bis, nas mãos de Luigi Cani, vai provar ser possível.

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